Tarte abracadabra [magia com restos]

9.7.17
    Haiku are easy
    But sometimes they don't make sense
    Refrigerator



Abrir o frigorífico e descobrir um resto que passa a ser o ingrediente chave desta receita criada     para fazer um Domingo feliz. Hummus de beterraba my love <3!

Juntemos-lhe uma embalagem de massa folhada à espera de ideias luminosas, uma curgete amarela, cebola e um naco de parmesão vegan et voilá

Hello gourgeous!


Receita

1 embalagem de massa folha (vegan)
1 1/2 cháv. de hummus de beterraba *
1 curgete amarela média
4-5 colh. de sopa de parmesão vegan ralado (usei marca violife)
1 cebola cortada às rodelas
folhas de manjericão
sal, pimenta, alho em pó (a gosto)
azeite

Colocar a massa folhada numa forma ou tarteira e picar o fundo com um garfo. Espalhar o hummus uniformente pelo fundo. Saltear a cebola até caramelizar um pouco. Espalhar metade da quantidade sobre a camada de hummus. Cortar a courgete em rodelas e temperar com sal, pimenta alho em pó e azeite. Dispor as rodelas sobre o hummus e cobrir com a restante cebola. Cobrir com um fio de azeite , folhas de manjericão fresco ripadas e o parmesão.
Levar ao forno pré-aquecido a 200º durante 30 minutos.


Quase todas as descobertas nasceram de acasos felizes e um pouco de imaginação.


* Hummus de beterraba

250 -300 g de grão-de-bico cozido
água de cozer o grão (aquafaba)
1 beterraba pequena cozida e cortada em cubos
2 colh. de sopa de tahini(manteiga de sementes de sésamo)
sumo de 1/2 limão
3 dentes de alho
sal
pimenta
azeite

Triturar o todos os ingredientes num robot de cozinha adicionando aos poucos a aquafaba  até obter uma mistura cremosa e homogénea. Rectificar os temperos e ajustar se necessário.

Queques de chocolate

2.7.17
Come chocolates, pequena
Come chocolates! 
Olha que não há mais metafísica no mundo
senão chocolates. 
Olha que as religiões não ensinam
Mais que a confeitaria. 
A. de Campos (in Tabacaria) 


As vantagens da minha indiferença congénita às delícias do chocolate vivendo no meio de uma família de viciados :). 





Receita

1 1/2 cháv. farinha de espelta*
3/4 cháv. de açúcar demerara
1/4 cháv. de chocolate em pó
1colh. chá de bicarbonato de sódio
1/2 colh. de chá de sal
5 colh. sopa de azeite
1 colh. sopa de vinagre
1 colh. chá de essência de baunilha
1 cháv. de leite vegetal

Pré - aquecer o forno a 180°. Misturar a farinha, o açúcar, o chocolate, o bicarbonato e o sal.
Bater o azeite com o leite vegetal, o vinagre e a essência de baunilha. Adicionar a mistura dos ingredientes secos e envolver até ficar homogéneo sem mexer demasiado.
Repartir a massa por formas de queques forradas com papel e levar a cozer cerca de 20 minutos.


*farinha especial para bolos: Retirar 2 colh. de sopa por cada cháv. de farinha e substituir pela mesma quantidade de amido de milho tapioca ou arara.

Viagem à Etiópia- INJERA

25.6.17
Injera pão achatado ou crepe?...
 
As Injeras são grandes crepes que acompanham a maior parte das refeições na Etiópia, feitos com farinha fermentada em água durante 2-3 dias e depois assados numa chapa de ferro ou numa placa de barro, que se colocam sobre um fogão; devido à fermentação, as injeras são húmidas e fofas e são colocadas sobre um prato onde se servem todo o tipo de legumes ou carnes em molho picante com ou sem ovos cozidos. Podem servir de prato ou são partilhadas por várias pessoas, que vão tirando pedaços da injera e, com esse pedaço, agarram uma porção de comida para a levarem à boca.
Tradicionalmente, as injeras eram feitas com farinha de tefe (teff). Como a produção não é muito grande, esta farinha tornou-se relativamente cara e passou a ser misturada com farinha doutros cereais que sejam cultivados na região (ou feita apenas com farinha desses cereais), como trigo, cevada, milho ou arroz; devido a essas variantes, existem vários tipos de injera, basicamente brancas ("nech"), vermelhas ("kay") ou escuras ("tikur").
As injeras são igualmente populares na Somália, conhecidas como "kanjiro", no Djibouti ("lahuh") e no Iémen ("lahoh"). 

Gosto de usar esta farinha de vez em quando não só pela sua riqueza nutricional mas também porque, sendo isenta de glúten, é mais uma alternativa que pode ser oferecida a quem é intolerante a esta proteína que se encontra no trigo.


Receita

Crepe

200g de farinha de teff*
1 pitada de sal
1colh. de sopa de fermento para pão
água morna q.b

Salteado de legumes

1 cebola
2 cenouras cortadas às rodelas
1 pimento verde italiano
1chav. de abóbora patisson**
1 dente de alho
1 cháv. de polpa de tomate
2 cháv. de feijão cozido (usei feijão preto)
azeite q.b.
2 folhas de louro
1 colh. de chá de cominhos em pó
1colh. de chá de curcuma
1 colh de chá de gengibre em pó
1 molho de coentros frescos

Misturar a farinha a levedura em pó e o sal. Ir juntando água morna até obter uma massa fluída. Deixar repousar enquanto se prepara o salteado.
Refogar ligeiramente a cebola picada e o alho no azeite. Juntar as especiarias e o pimento (sem as sementes e cortado em tiras) e deixar apurar um pouco . Adicionar a abóbora (descascada e cortada em cubos, a cenoura e a polpa de tomate. Adicionar um pouco de água e deixar cozinhar até a abóbora amolecer. No final adicionar o feijão e deixar envolver os ingredientes mais 5 minutos. Reservar.

Aquecer uma frigideira, ligeiramente untada com azeite, e preparar os crepes no tamanho que preferir.

Estes servirão de base para acompanhar os legumes.




*A farinha de teff pode comprar-se em supermercados biológicos como o Brio, Amor Bio, Celeiroe e, por vezes, em grandes superfícies:




**A abóbora patisson é esta que podem ver na imagem abaixo e foi colhida na minha horta :). 


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